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A importância do brincar

Foto do escritor: Camila Coelho
Camila Coelho
18 de mar. de 2023
2 min de leitura

Parece chover no molhado, porém não é. Atualmente vivemos uma sociedade tecnológica, pouco tempo para as coisas simples e conexão com a origem da vida ou o que gera mais vida no cotidiano. Pais correndo pra lá e pra cá e um aumento gigantesco de diagnósticos e problemas na infância. Corre pro neurologista, corre pro psicólogo, corre pro terapeuta e toma remédio. E se pergunta onde esse mundo vai parar? Eu me pergunto o que será das crianças e essa geração composta por CIDs, muitas vezes mal interpretados com diagnósticos rasos, salvo as síndromes genéticas e distúrbios do neurodesenvolvimento.

E o restante onde se enquadra? Já pensou sobre isto? Nem tudo é doença, nem tudo é transtorno. Algumas situações são oriundas de fatores externos que geram consequências emocionais levando a comportamentos não justificáveis para os adultos. Horas e horas de telas na solidão dos botões sem contato com outras crianças, relações em família imaturas, onde os próprios adultos esquecem que são a autoridade naquela relação, muitas vezes lidando com a criança de uma forma infantilizada. Quero dizer que neste processo todo, entre frustrações familiares, solidão, dificuldades de interações sociais e a escassez das brincadeiras cada vez mais presentes entre o público infantil é cada vez corriqueiro. Atitudes como não para quieto ofereço um celular, não brinco com meu filho, ofereço um tablet, ou quaisquer situações na qual seja possível sanar com tecnologia, eu faço. Deixo claro que não sou contra a tecnologia, jamais, ela é de suma importância nos tempos que vivemos hoje e até mesmo com pessoas que precisam de recursos tecnológicos para comunicação, até mesmo no seu processo escolar. Vivemos uma grande teia de conexões. Porém brincar não pode perder a sua importância e originalidade no desenvolvimento infantil. Brincar é sério, capacita e instrumentaliza a criança em seu processo e aquisição dos seus aprendizados a nível, socioemocinal, cognitivo e da linguagem. Brincar é conectar-se consigo e com o mundo. Acredito sim, em práticas pedagógicas onde as crianças podem aprender brincando, até mesmo se alfabetizar com essa proposta brincante. Brincar livremente explorando a brincadeira a partir de si. Brincar gera benefícios de saúde para a criança que corre, pula, inventa e até mesmo se desentende com os colegas, aprende sobre relações humanas. Brincar, facilita a construção de uma identidade. Pergunto novamente será que é CID ou fator externo?

 
 
 

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